Visualisadores

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Sonhos de paz





Sonhos de paz

Ao deitar imaginando a humanidade,
Nascendo e renascendo a esperança,
Refletindo e vivendo com intensidade,
Em sorriso, doce expressão de criança.


E em meus sonhos de paz eu repenso,
Em faceiros e encantados primores,
Aspirações, virtudes no fulgor intenso,
Em aromas, em sons, em sabores.


Construir o que é novo, o maior ideal,
E querer a mudança é preciso sonhar,
Tenaz vigorosa, mutação sem igual.


Que inicia aqui dentro no meu pensar,
E ganha meu mundo bem mais que real,
nesses sonhos de paz eu quero acordar.

Michell Barros Maia.







Mensagem do Autor:

Quero agradecer primeiramente a DEUS, o GRANDE ARQUITETO DO UNIVERSO, que me proporcionou um ano de 2013 de muitas lutas, de muitas perdas, mas também de muitas vitórias e de muito aprendizado. A Ele toda honra, toda glória e todo louvor. Mas também quero, humildemente, agradecer a todas as pessoas, conhecidas e anônimas, meus amigos, meus familiares (Em especial meu Tio Ademar Barros), minha noiva Gigliola Silva, meus colegas de trabalho, meus alunos, que contribuíram direta ou indiretamente para a construção e desenvolvimento deste BLOG: POESIA LIBERDADE. Dedico a todos vocês o meu carinho, a minha amizade sincera e as minhas melhores vibrações de amor.

Em 2014 continuo contando com a visualização, com os comentários, se necessário com as críticas, e com a apreciação poética de todos vocês...Estaremos sempre juntos!!!


FELIZ NATAL e um FELIZ ANO NOVO...
...Muita PAZ, muita LUZ e muito AMOR para todos nós!

Fraternalmente,

Michell Barros Maia.




sábado, 14 de dezembro de 2013

Ainda posso imaginar






Ainda posso imaginar


E revendo as guerras fabricadas no mundo,
Mesmo vendo as pessoas a sorrir e chorar,
O apego ao material a cada novo segundo,
É preciso ainda crer, ainda posso imaginar.


E se buscam paraísos numa outra dimensão,
num mundo fora deste, uma nova realidade,
atmosferas rarefeitas numa nova construção,
num mundo inteligível repleto da verdade.


Posso sonhar com a fraternidade a imperar,
 Com o respeito ao semelhante e a liberdade,
Com a igualdade para todos a se conquistar,


Com um sistema onde o amor possa reinar,
Onde haja a busca intensa da solidariedade,
É possível ainda crer, ainda posso imaginar.


Michell Barros Maia.



terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Natureza Humana






Natureza Humana

Monstruosa, sacra, profana,
Contradita saúde venérea,
Teimosa natureza humana,
Substância inconstante etérea.

Que faz gritar a imprudência,
E aos olhos só faz chorar,
Que rouba a paz, inocência,
E da vida só faz delirar.

Natureza repleta de dores,
Feridas abertas com pus,
Aromas sonoros sabores,

Presentes nos corpos nus,
Perdida, sedenta de amores,
Nas almas cansadas sem luz.


Michell Barros Maia.


sábado, 16 de novembro de 2013

Levantando as lonas







Levantando as lonas


No circo encantado místico da vida,
Levantando as lonas eu sempre vou,
Chorando e sorrindo da própria ferida,
Amanheço buscando aquilo que sou.


Dessa vida ingrata sou mesmo artista,
Desanimo e me alegro do meu sofrer,
Vibro e agradeço em cada conquista,
Conserto as falhas em meu reviver.


E já no picadeiro em cair e levantar,
Sou vaiado e aplaudido constantemente,
Desfeito e refeito bem no meu lugar,


Sonho liberto, esperança nascente,
Estas lonas eu quero poder montar,
Já no palco secreto da minha mente.


Michell Barros Maia.


terça-feira, 12 de novembro de 2013

A Ilusão de Ser Palhaço










A Ilusão de Ser Palhaço


No picadeiro solitário do circo da vida,
Onde as lonas são quase sempre furadas,
Onde o espetáculo é por direito e comida,
Vê-se o palco de esperanças frustradas.


Nos holofotes da fama e do anonimato,
Onde risos e aplausos são sempre abafados,
Onde o silêncio e os gritos são de fato,
As paradoxais alegrias dos desesperados.


Entre bailarinas, mágicos e domadores,
Entre as feras que dançam num só passo,
A se banhar em luzes e esplendores,


O simples coração de palha e de aço,
A viver sempre maquiando as suas dores,
Vive sempre a ilusão de ser palhaço.


Michell Barros Maia.



quinta-feira, 7 de novembro de 2013

A Força Motriz






A Força Motriz

O que move e envolve o exato Universo,
Caminho sagaz da energia mecânica,
Vetores fantasmas do meu próprio verso,
Sinergia disforme renascida e atômica.

A força motriz que destrói e disfarça,
Movimento matreiro de intenso sabor,
Tensão metafísica que solta e enlaça,
Trabalhos das forças, atritos da dor.

Dinamicamente movendo o falar,
Astrologicamente formando as vidas,
Repulsão amiga da inércia a gritar,

Potência motora das tolas partidas,
Que gera os fótons que estão a sangrar,
Impulso de ideias já não resolvidas.



Michell Barros Maia.



quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Onde estará a resposta?






Onde estará a resposta?


Quantas coisas o ser humano terá que fazer?
Para tentar ser e descobrir a cada segundo,
Que estrada longa percorrerá, a seu bel-prazer?
Para se entender como peregrino nesse mundo.


Quantas bombas o homem terá que construir?
Para tentar ser aquilo que não é na realidade,
Que máscaras de força e ódio terá que vestir?
Para poder sufocar e destruir a liberdade.


Onde estará a resposta, que busca a sua mente?
Estará na beleza de uma simples ave a voar?
Ou no som de sua própria consciência demente?


E quando o homem desistir enfim de procurar,
A resposta encantada em sua alma dormente,
A sentirá para sempre no vento forte a soprar.


Michell Barros Maia.


sexta-feira, 18 de outubro de 2013

A Contagem Regressiva




A contagem regressiva


E começa a contagem regressiva para o agora,
Nem a do ontem, nem a do amanhã é verdade,
Desilusões, esperanças, só o tempo vigora,
Já não resta mais nada, talvez, só a saudade.


E vão caminhando, respostas sábias a procurar,
O cronômetro passa acelerado o hoje já chegou,
O ontem, não é mais nada, o amanhar, a chegar,
Os segundos, minutos, horas, tudo isso já ficou.


Apenas as sombras se disfarçam sorrateiras,
As luzes resplandecem em fagulhas visíveis,
E mesmo em meio às trevas ainda grosseiras,


O presente é forjado em passados indivisíveis,
O hoje é sempre escrito em auroras derradeiras,
O agora é tudo, nada, anacrônicos imprevisíveis.


Michell Barros Maia.





sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Vitorioso és o tempo

Vitorioso és o tempo







Às vezes me acordo e fico a meditar,
Por que o tempo insiste em sempre avançar?
Mesmo quando não desejo esse teu aproximar,
Por que será que tu sempre desejas passar?


Passam-se os anos, de desenganos e amores,
Os devaneios, loucuras, meus contratos a findar,
Passam-se as nuvens, estações, os primores,
Sempre andas para frente é difícil te alcançar.


Busco um acordo contigo com toda sinceridade,
Sei que és o apaixonado, primo, irmão do sofrer,
Falar-te sempre eu quero com palavras de verdade,


E sempre quero teu resultado no ganhar, no perder,
Vou teimando para sempre, sei a tua velocidade,
Vitorioso és o tempo, não consigo te vencer.




Michell Barros Maia.




sábado, 5 de outubro de 2013

O Ser Caçador





O Ser Caçador


Movimento ativo do eu soberano,
Gosto e procura de intenso sabor,
Que atroz acalenta o sacro profano,
Fim da doce razão do ser caçador.


Buscas insanas repetidas nos dias,
Armadilhas intrusas cobertas de cores,
Sentimentos, açoites, males, agonias,
Frases perdidas repletas de dores.


Surreais ilusões do chegar e partir,
Que do homem enlaça o ser ideal,
Verbo conjugado em sofrer e sentir,


Que nas feras os fazem do ser desigual,
Verbo encantado de verdade e mentir,
Repleto de força e procura imortal.



Michell Barros Maia.






domingo, 22 de setembro de 2013

Continuo a navegar

Continuo a navegar






Continuo a navegar nas águas bravias do mar,

Sentindo mansidão e tormenta em ser e estar,

A energia mecânica furiosa dos silêncios seus,

As misturas dos sais bebidos pelos lábios meus.



Continuo a navegar nos ares gasosos dos céus,

A repartir, a invadir, a desvendar-lhes os véus,

Cada nuvem, cada poeira, partículas subatômicas,

Seus pássaros, seus ventos, suas luzes quânticas.



Mas o meu navegar é da imaginação em universos,

E morrem e renascem agitados números complexos,

Que se prendem e se soltam em meus poucos versos.



E nesse caminho solitário de meu viver a navegar,

As minhas palavras emudecem, a falar e a gritar,

De minh ‘alma navegante que só deseja ao lar voltar.









Michell Barros Maia.



quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Muros Invisíveis

Muros Invisíveis







E comecei a construir os muros invisíveis,
De karmas, miasmas, repetições inaudíveis,
Meus gametas agrupados vindos da fecundação,
Surreais já fantasiam minha vida, minha ilusão.


Na forja da minha consciência comecei a criar,
As substâncias existentes e imateriais a misturar,
Meus gestos, erros, meus sonhos imprevisíveis,
Meus silêncios, acertos, realidades indefiníveis.


E houve a luz que forte destruiu as trevas,
E houve a matéria densa, movimentos, em levas,
E houve aparente paz, mas houve muitas guerras.


Entropias frenéticas, tudo se cristalizando,
Anabolismos inconstantes, tudo se sintetizando,
E meus muros invisíveis, todos se materializando.








Michell Barros Maia.