As Palavras
Brilhantes, sublimes, e mui
inconstantes,
Tal qual teimosia dos bons navegantes.
As palavras se adiantam aos pensamentos,
E no mar da poesia lançam seus próprios
ventos.
Profanas, sacras, rudes, indissolúveis,
Anacronismos supremos dos seres volúveis.
As palavras dançam nervosas no pensar,
Na dissolução cósmica, na vida a falar.
Divertidas, perenes, roucas, sem noção,
Pensamentos ditosos feitos na emoção.
As palavras brincam na mente a sair,
E esbarram nas bocas prontas para cair.
Mas que sabedorias tu vens desnudar?
Que riqueza, primores tu podes nos dar?
Em que ares teus voos nos podem alçar?
Em que dramas teus sonhos podem estar?
Sendo o teu império construído em
poemas,
Que malícias tu escondes em teus
fonemas?
Tu desejas ser expressa em total efusão?
Vem, palavra querida eu te dou a razão!
Michell Barros Maia.
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