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domingo, 9 de fevereiro de 2014

O Lapidar da pedra bruta






O Lapidar da pedra bruta

Ser humano, criatura e feição divina,
Sendo pedra bruta a ser lapidada,
Aspirante que ao templo se aproxima,
Obra prima a querer ser acabada.


Desafiante da esfinge enigmática,
Iniciado nos mistérios do universo,
Bom discípulo da ciência matemática,
Aprendiz escrevendo o próprio verso.


Mãos à régua em precisão e certeza,
Que busca a retidão nas razões morais,
Cinzel desbastando sua própria natureza,


Em cortes resistentes numa força tenaz,
Golpeando com o maço, vigor e leveza,
E que constrói em si  virtudes imortais.


Michell Barros Maia.


4 comentários:

  1. Lapidador!
    A tua nota é Dez
    Pela perfeição
    Por em matemática escrever teus versos
    Pela régua
    E pelas mãos
    E pela força tenaz
    Das tuas razões morais
    E pela perseverança que te incita a busca... Meus parabéns!

    Dr. Ademar Raimundo de Barros.

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  2. Parabéns,pessoas como você , são motivadoras de muitos,lindo poema,acredito nessa lapidação pode levar gerações,quando inicia conscientização estarta processo de esperança, isso e viver!

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  3. perfeita descrição amigo, essa alma poeticamente enviada da luz para desvendar os seres humanos.
    amei... <3

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  4. Adorei Michell! Que sensibilidade...percebimento! Somos artistas de nós mesmos, onde a obra ainda está inacabada, entretanto, já existe o arquétipo do Homem Perfeito na mente do artista! Parabéns Amigo!

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