Visualisadores

domingo, 21 de junho de 2015

Liberdade a Brotar





 
Liberdade a brotar

Infinita aflição da alma humana,
Da Divindade, liberdade a brotar,
Sonho que ao pássaro aprisiona,
Pensamento que teima em libertar.

Do impossível chão, jardim secreto,
Das flores teimosas, seu renascer,
Aspirações prováveis, do ser discreto,
Paixões que o prendem ao entardecer.

Tortura implacável, questão audaz,
Simbiose perfeita, a paz e a guerra,
Limite improvável, procura voraz,

Num sopro intenso, o Céu e a Terra,
Germinam esperança, força capaz,
Verdade oculta, que no peito encerra.

Michell Barros Maia.





sexta-feira, 12 de junho de 2015

Tradução Paradoxal








Tradução Paradoxal

No conflito terreno de partes e todo,
Decartianamente o homem a bailar,
Energias perdidas em próprio eletrodo,
Que se encontram no verso a pulsar.

Tradução paradoxal da liberdade,
Amor e ódio, mecanismos afins,
E vive a procura, da pura verdade,
Das tenazes perdidas dos serafins.

Do sentir inconstante, a saudade,
Não poder ser liberto, o sofrimento,
E clamando, e sempre, a felicidade,

De um ser prisioneiro, em momento,
Paradoxo escondido, na intensidade,
Tradução que o liberta, num lamento.

Michell Barros Maia.


quarta-feira, 29 de abril de 2015

Expectativas do Sonho





Expectativas do Sonho

Rompe o homem, as densas trevas,
Com os seus rastros de cintilações,
Apagam as sombras, em suas levas,
Com as luzes vivas de emanações.

Lampejos do Arquiteto do Universo,
Expectativas do sonho, liberdade,
O pensar, transformado em verso,
Do bem querer buscar a verdade.

Infinitas dimensões, mui abertas,
Variáveis instáveis a derrotar,
Dores intensas, sempre despertas,

Agonias no homem, a perturbar,
Nos sonhos, nas estradas desertas,
Os Elísios Campos a contemplar.

Michell Barros Maia.




quinta-feira, 16 de abril de 2015

Respiração D'Alma




Respiração D’Alma

Anseio constante do homem eterno,
Inquietude divina no corpo a bailar,
Astrologicamente, um sopro interno,
Respiração d’alma na vida a cantar.

Uma luz repentina, de puros intentos,
Dos Céus multicores, repletos de sons,
Pulsações inconstantes dos sentimentos,
Downloads divinos, em variados tons.

Numa composição sempre viva a tocar,
Tuas notas alvas, em teu ser santidade,
Sinfonia quântica, em teu corpo a gritar,

E que forjam teu ego, e a tua felicidade,
Para o alto e ao longe, tu queres voar,
Revelar teus segredos, tua liberdade.



Michell Barros Maia.


sábado, 1 de novembro de 2014

Eternamente Jovem





Eternamente Jovem

Na luta paradoxal da vida e da morte,
O homem, ao carpe diem floresce,
E no inconsciente da sua alma e sorte,
O memento mori teima e permanece.

Ser eternamente jovem é a questão,
A firme sede das águas da juventude,
Ir se aproximar da morte, e então,
Descobrir-se vivo em constante atitude.

Continuar sempre, e viver, retornar,
E em todos os dias a rodar e morrer,
Na Samsara mística sempre a girar,

Num ritmo e dança partir, renascer,
Em seu corpo, sua essência a tocar,
As belas notas, um novo amanhecer.


Michell Barros Maia.


quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Novo Ser que surge





Novo Ser que surge

Na incansável procura da pura verdade,
Homens aflitos, um povo que clama,
Constroem seus mundos, sua realidade,
E surdos não ouvem a voz que proclama.

Os olhos humanos não conseguem ver,
Novo Ser que surge e já se aproxima,
Seus tolos sentidos não podem antever,
As luzes potentes que brilham acima.

Do Senhor das estrelas, as revelações,
São figuras da imagem e semelhança,
Dos templos celestes, as emanações,

Virtudes perfeitas de paz e bonança,
Que aos homens libertam suas aspirações,
E forjam no Ser, toda a luz e esperança.


Michell Barros Maia.


quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Voa a Liberdade




Voa a Liberdade

Olhando para os mais altos céus infinitos,
Voa a liberdade, em mais alta esperança,
Tecendo os sonhos por demais inauditos,
Ser humano integral de luz e bonança.

Despertas fagulhas mais que intensas,
Energéticas, quânticas, do alto coração,
Fantasiosas ceras nas asas propensas,
Que derretem ao sol com toda emoção.

Ir por onde for, mesmo a mudar de cor,
Sem fazer o “Céu cair” ou sempre descer,
Ser o brilho do farol, que em esplendor,

Ilumina e dissipa as trevas do anoitecer,
Que singelo, o faz ir por onde ninguém for,
O faz voar, e querer sentir o próprio ser.


Michell Barros Maia.